Pesquisa identifica prevalência da cepa de Manaus em Goiás

Pesquisa realizada por cientistas goianos terminou a última etapa do sequenciamento genético de amostras nasofaríngeas do novo coronavírus coletadas em Goiás. Foram analisadas 120 amostras do Sars-Cov-2, causador da Covid-19, para o sequenciamento genético do vírus, o que possibilitou determinar quais as variantes em circulação no estado. Na capital, das 60 amostras, 57 são da variante manauense, conhecida como P.1. As outras 60 amostras foram de 23 municípios goianos, das quais 43 também foram identificadas como a P.1. 

O trabalho foi realizado em março por 15 pesquisadores ligados à PUC Goiás, Universidade Federal de Goiás e Instituto Federal Goiano. A pesquisa tem apoio da Secretaria Estadual de Saúde e da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia. Já na primeira etapa do trabalho, quando foram sequenciadas apenas oito amostras, foram identificadas a P.1.,a P.2,  do Rio de Janeiro, e o B.1..1.7, do Reino Unido.

Segundo a coordenadora da pesquisa, professora Mariana Pires Campos Telles, que coordena o curso de Biologia da PUC, o sequenciamento de genomas é uma ferramenta importante no monitoramento da evolução do genoma do vírus e da sua dispersão em uma epidemia. No caso de Goiás, os dados permitem realizar uma busca epidemiológica e a implementação de políticas de controle da doença.

A prevalência da P.1. em Goiás mostra a necessidade de aumentar o distanciamento social e ampliar a vacinação, como explica a profa. Mariana Telles. “Essa é uma cepa mais transmissível e ligada também a casos mais graves”.


“Essa é uma cepa mais transmissível e ligada também a casos mais graves”. 

Mariana Telles

Com o financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg) finalizado, o grupo busca novos incentivos para continuar a pesquisa e possibilitar o monitoramento das novas cepas, como a de Belo Horizonte. O projeto é um dos selecionados em um chamamento feito pelo Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Desenvolvimento e Inovação (Sedi) e Fapeg com o objetivo de identificar projetos de pesquisa e inovação em todas as áreas do conhecimento produzidas no Estado que pudessem contribuir para reduzir os impactos da pandemia de Covid-19. Participaram também da pesquisa, a partir da coleta das amostras, o Lacen, o Laces/UFG e laboratórios privados.

Pandemia

Desde o início da pandemia do novo coronavírus, os cursos ligados à área de saúde atuam junto aos poderes públicos para o controle da doença. Além da pesquisa coordenada pela professora Mariana, a PUC participou de inquéritos sorológicos e da vacinação contra a doença. O objetivo é contribuir para a superação da crise sanitária e também estimular a pesquisa e o desenvolvimento dos profissionais de saúde.

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