Desafios das mulheres na diplomacia

A aula inaugural do segundo semestre de Relações Internacionais da PUC Goiás trouxe o desafio de discutir a carreira na área a partir da perspectiva de gênero. O evento on-line, nesta quarta-feira, 25, foi organizado pelo Centro Acadêmico do curso e trouxe como palestrante a diplomata Amena Martins Yassine, que há 13 anos trabalha no Itamaraty.

Amena falou da própria experiência para os estudantes, como mulher lésbica. Ela observa avanços nas questões de gênero na diplomacia, apesar das mulheres ainda serem minoria no Itamaraty. “O mundo está ficando mais igualitário, apesar dos retrocessos”, afirmou ela durante a videoconferência.

O tema mudou sua linha de estudos no doutorado, no Instituto de outros estudos internacionais e desenvolvimento, em Genebra, na Suíça. Especialista na área internacional, atualmente ela estuda gênero na atuação diplomática. “Existem certos traumas provocados nesses grupos minoritários por causa de preconceitos sobre a atuação da mulher”, afirma.

Em sua atuação profissional, ela afirma que teve que “sair do armário” duas vezes. Primeiro, na vida pessoal e depois profissionalmente. Na vida como diplomata, experimentou diferentes rotinas, definidas por novas funções e lugares. Por causa da sua orientação sexual, sempre buscou atuar em países gayfriendly e que reconhecem união homoafetiva. “Tenho lido muito e tento contribuir com as discussões sobre tema fora do ambiente diplomático”.

Segundo a diretora de planejamento e logística do Centro Acadêmico de RI, Darcília do Prado Barbosa e Silva, a temática já foi discutida no curso no dia internacional das mulheres. E, neste novo evento, acrescentou a possibilidade de discutir a teoria queer, que ainda não é vivenciada no âmbito acadêmico. O nome de Amena foi escolhida a partir do documentário sobre Mulheres na diplomacia, disponível no YouTube.

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