Foto: Ana Paula Abrão

Calouros de Enfermagem visitam laboratório do curso pela primeira vez

Mais de 1.700 km foram percorridos, de carro, por Vitória Ferreira Gomes e sua família até a chegada a Goiânia. Natural de Juazeiro (Bahia), ela é a primeira do núcleo familiar a escolher um curso de graduação na área da Saúde. Em busca de um sonho, a jovem de 18 anos chegou da sua terra natal há pouco tempo, literalmente de mudança, junto com a mãe, o pai e a irmã caçula de 13 anos, que abraçaram este projeto de vida junto com ela.

Caloura do curso de Enfermagem, ela ingressou na PUC Goiás em abril deste ano, pelo Vestibular Social, e foi uma das estudantes que teve a oportunidade de conhecer os laboratórios da universidade pela primeira vez na manhã desta quarta-feira, 2 de junho, durante acolhida preparada pelo corpo docente da Enfermagem, voltada, especialmente, aos ingressantes.

“É um momento de muita expectativa e eu amei o que vi até agora. Eu já conversava com algumas colegas pelo grupo do Whatsapp e este contato presencial está sendo maravilhoso”, relatou Vitória, que desde criança gosta de cuidar das pessoas e escolheu a Enfermagem para concretizar essa vocação.

Recém-chegados na cidade, o pai da jovem, que é professor de Matemática e a mãe, que é contadora, também buscam novas oportunidades de emprego. Nesta etapa da vida, Vitória traz consigo na bagagem toda essa esperança e expectativa por novos caminhos.

Durante a atividade, divididos em pequenos grupos, os estudantes tiveram um contato presencial com os professores e colegas nas Salas Multiuso e, de lá, seguiram para o Laboratório de Habilidades da Área 4, onde conheceram mais sobre o universo da profissão e a infraestrutura do curso.

O Laboratório, que simula a rotina de um hospital, passou por readequações neste período de pandemia para acolher os estudantes que realizavam estágios presenciais fora da instituição. Lá os estudantes vivenciam simulações em UTI, ambulatório, prática obstetrícia e demais demandas e situações que os enfermeiros praticam no cotidiano.

Entre os calouros que acompanhavam a atividade, dois perfis de acadêmicos. Um grupo, que ingressou em fevereiro, já conhecia a universidade através do laboratório de Anatomia e o outro, que começou a estudar no mês de abril, pôde ter um contato presencial com a universidade pela primeira vez, já que cursava as disciplinas exclusivamente pela plataforma Teams.

“Muitos nem conhecem a universidade direito e hoje nós dividimos os calouros em dois turnos. Estamos aprofundando mais sobre o curso, sobre o que faz o profissional enfermeiro e, claro, trazendo essa acolhida da universidade, seguindo todas as medidas de biossegurança. Preparamos com muito carinho este momento”, pontuou a coordenadora do curso, profa. Vanusa Claudete Usier Leite.

Na oportunidade, ela preparou mimos para os estudantes, para reforçar o acolhimento. Como incentivo aos cuidados sanitários, tão necessários nestes tempos pandêmicos, embalagens de álcool em gel personalizadas com a identidade visual do curso foram entregues aos acadêmicos. Um toque de zelo e afeto.

Larissa Lourenço Nunes, 18 anos, é uma das estudantes calouras que só teve contato presencial com a universidade por meio das aulas de Anatomia. Apesar de cursar diversas disciplinas na plataforma virtual, ela prefere as aulas práticas pela riqueza dos detalhes e por considerar a experiência dentro da universidade mais ampla e atrativa.

A atividade também foi prestigiada por alguns veteranos. Natural do Pará, Matheus da Silva Santos, que ingressou na universidade por intermédio do Fies em 2020/1, conheceu o Laboratório de Habilidades pela primeira vez e ficou surpreso com a infraestrutura.

Agora ele está mais motivado para seguir determinado nos estudos e conquistar o sonho do diploma da graduação. Além das aulas híbridas, é estudante da Iniciação Científica e traz uma experiência acadêmica muito além do regime remoto. Ele pôde perceber, através da pesquisa, novos campos de atuação para o profissional de Enfermagem, além de aprender a interpretar a realidade a partir do olhar científico. Com olhar humanizado, o jovem analisa que a Enfermagem exige do profissional não apenas conhecimento, como também amor e empatia pelo próximo.

Após conhecer a infraestrutura, ele fica mais confiante para colocar em prática os conhecimentos teóricos. “Espero que a gente venha para o laboratório aperfeiçoar as práticas para, quando chegarmos no hospital, a gente esteja bem preparado e com segurança para realizar os procedimentos”, relatou.

A atividade será repetida no turno noturno, para contemplar todos os ingressantes. Saiba mais sobre o curso de Enfermagem aqui.

Fotos: Ana Paula Abrão

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