Antes de entrar no Ensino Superior, muitos estudantes ficam indecisos sobre qual carreira seguir. Porém, como os alunos podem definir o caminho quando estão com dúvidas?

Os alunos que estão saindo do Ensino Médio e que estão a um passo de entrar na graduação sempre se perguntam sobre qual curso escolher. O momento de indecisão faz com que os vestibulandos procurem ajuda para definir qual caminho seguir por meio de conselhos de profissionais e da família, pesquisas aprofundadas sobre as profissões desejadas e, recentemente, tem ganhado destaque os chamados testes vocacionais.

Basta uma pequena pesquisa pela internet para encontrar inúmeros testes vocacionais que prometem auxiliar os indecisos sobre qual carreira seguir com base nos interesses e aptidões de cada aluno, apontando, no final, as possíveis vocações de cada indivíduo. Entretanto, para alguns especialistas, apesar de ser um instrumento importante para entender a personalidade de cada indivíduo, não se deve limitar a fazer apenas os testes na internet.

Para a professora do curso de Psicologia da Escola de Ciências Sociais e da Saúde e pesquisadora do Programa em Nome da Vida da PUC Goiás, Vera Morselli, o mais importante é ter uma orientação mais completa para refletir sobre quem e qual profissão o jovem pretende seguir na carreira profissional. “Muitos que recebem essa ajuda não sabem por onde caminhar e a maioria dos alunos e dos pais não têm nem noção de onde podem procurar informações. O jovem de hoje, em função da quantidade de informações que recebe, pode atuar em diferentes áreas”, explica a professora.

“Os alunos, às vezes, desconhecem alguns cursos que escolhem. Alguns pensam que o curso de arquitetura é apenas desenho e acabam se frustrando no decorrer dos anos. Pesquisar a grade curricular de cada carreira é a melhor forma de evitar isso”

As oportunidades vão além da graduação

Para Vera Morselli, é importante que os vestibulandos entendam que a graduação não será o ponto final da formação acadêmica, mas devem buscar o “algo a mais” após terminarem o curso. “Não será somente a graduação que vai decidir o que o estudante vai ser no futuro, mas se ele tiver essa formação, haverá vários caminhos para seguir. Porém, se não tiver, não terá esse leque de opções”, comenta.

Para não se arrepender do curso escolhido, é preciso dedicar um tempo para se perguntar sobre qual área tem mais facilidade e se sente bem. Muitas vezes, as dúvidas irão aparecer e vão se perguntar se devem fazer História ou Medicina, por exemplo. Nestes casos, é importante que o estudante decida por aquele que permita trabalhar com prazer, evitando futuras frustrações.

“Quando fazemos algo que nos dá satisfação, fazemos bem feito e temos a rentabilidade. Se eu gosto de fazer, me dedico, estudo, e vou atrás”, aconselha a pesquisadora.

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