Entender motivos e repercussões dos fatos por meio de noticiários pode ser o diferencial entre as redações dos vestibulandos

Quando se fala em atualidades, as primeiras perguntas a serem feitas pelos vestibulandos são: onde posso estudar? Internet, jornais, revistas e cursos on-line sempre são citados como as melhores fontes, mas seriam todas elas confiáveis? A resposta é não!

Obviamente, os estudantes podem acessar essas fontes, mas devem, principalmente, certificar-se da credibilidade das informações que estão consultando. Os incontáveis materiais que encontramos na internet, por exemplo, camuflam e escondem informações falsas e inverídicas que podem comprometer o desenvolvimento e a qualidade dos estudos para o vestibular.

Estar munido de informações críveis é fundamental para o bom desempenho dos estudantes. No vestibular da PUC Goiás, por exemplo, são abordados temas da atualidade nas provas. Para a professora da Escola de Formação de Professores e Humanidades, Adélia Freitas, é importante que o aluno se pergunte quais fontes de informações tem acessado e que tipo de leitura tem feito nos últimos anos.

“Em tempos de internet e redes sociais, é recorrente a leitura superficial, na qual o aluno se atenta apenas aos títulos, chamadas, resumos, imagens ou partes destacadas em negrito, itálico, aspas e outros. Esse tipo de leitura não ajuda muito na lógica da escrita”, alerta a professora.

Profundidade para reflexões

A partir de uma leitura mais detalhada e que gere reflexões, a tendência é de que os estudantes possam desenvolver uma redação mais aprofundada e considerar os contextos histórico, político, social e econômico em que ela é executada. Para isso, estar sempre informado é o mais recomendado para os estudantes do Ensino Médio.

Questões que envolvam temas atuais também são comuns em vestibulares, concursos e avaliações de aprendizagem. Assim, perguntas de História, Geografia, Biologia e, até mesmo, Matemática costumam misturar assuntos do cotidiano com conteúdos do Ensino Médio, que exigem múltiplos conhecimentos dos estudantes.

Para a professora Gina Bueno, do curso de Psicologia da Escola de Ciências Sociais e da Saúde, é importante que o aluno entenda que é necessário fazer uma leitura aprofundada dos conteúdos dos jornais, revistas, portais noticiosos e telejornais com credibilidade para não usar informações erradas ou duvidosas como base na avaliação. “Os vestibulandos também podem contar com a ajuda dos pais ou de responsáveis para juntar notícias importantes para estudos. Assim, terão uma visão mais ampla sobre o que acontece no Brasil e no mundo”, aconselha Gina.

Para conseguir bons resultados em relação aos temas que exigem conhecimentos sobre atualidades, além de acompanhar os noticiários, é preciso entender o passado do Brasil e do mundo, fator que é fundamental para compreender os assuntos do presente. O conhecimento sobre atualidades pode ser o diferencial na argumentação da redação, já que o aluno poderá desenvolver os itens criatividade e convencimento com mais facilidade.

Como estudar atualidades?

Eis a pergunta que não sai da cabeça dos estudantes. Na PUC Goiás, o tema pode ser exigido nas provas de redação ou objetivas, algo que proporciona saber o quanto os vestibulandos estão conectados e compreendem os diversos assuntos que estão ao seu redor. Porém, como se preparar para esse tipo de prova?

A primeira dica para os estudantes é ler muito. O aluno que pratica leitura com regularidade tem mais condições de aprender e escrever melhor, uma vez que entra em contato com novas informações. Além disso, o estudante entenderá quais são as melhores maneiras de construir uma frase e relacionar diversos temas oriundos de diferentes fontes.

Entretanto, o aluno deve verificar a qualidade das fontes pesquisadas. “Acessar bons e confiáveis meios de comunicação é uma ótima alternativa”, orienta a professora Gina. Com a evolução e fácil acesso às redes sociais, ficou cada vez mais fácil o estudante entrar nas redes sociais e se informar por meio de fontes não confiáveis. É comum, por exemplo, uma mentira tomar uma repercussão inimaginável, alcançando milhares ou milhões de pessoas em questão de segundos ou minutos.
O acesso a diferentes veículos de comunicação, além de proporcionar a chance de comparar como os diferentes meios abordaram a mesma informação, oferece aos estudantes uma visão mais ampla dos fatos relevantes (e irrelevantes) que acontecem no Brasil e no mundo.

O estudante também não deve ficar restrito apenas à superficialidade dos fatos. Para ter uma visão mais profunda sobre os diferentes temas da atualidade, devem entender a origem, os desdobramentos e as repercussões de cada acontecimento. Assim, por exemplo, o candidato não se limitará a entender que há uma crise migratória na Europa, mas compreenderá como ela se originou e quais são suas principais consequências.

Para isso, os estudantes também podem acompanhar programas de entrevistas, que oferecem boas oportunidades para entender diferentes visões sobre diversos assuntos. Conversar e discutir sobre temas atuais com professores e colegas também auxilia no desenvolvimento de novas opiniões e informações, resultado que pode ser alcançado por meio de debates e grupos de discussão.

Acreditar nas redes sociais vale a pena?

Você está navegando em uma rede social quando, de repente, vê a notícia de que uma celebridade morreu. Você, surpreso e incrédulo, acaba compartilhando a informação com os amigos que, na mesma reação, acabam disseminando ainda mais a informação. Em questão de minutos, a notícia acaba se tornando incontrolável, até que a celebridade responde na mesma rede social: “ainda estou vivo!”.

 

Essa situação desagradável tornou-se comum nos últimos anos, principalmente com a atuação de pessoas mal intencionadas ou que apenas querem se divertir através da desinformação. Um exemplo de grande viral mentiroso foi da descoberta da barata que, além de voar, tem veneno e pode matar. Tudo isso não passa de boato.

 

E não foram apenas as pobres baratas que sofreram com a desinformação. É fácil encontrar falsas notícias de bananas contaminadas com sangue, insetos da China que transmitem vírus mortal e celebridades mortas. Para não passar por esse tipo de constrangimento, é melhor confirmar as notícias em meios de comunicação que são conhecidos pela sua apuração jornalística. Não vá cometer o erro de escrever um dado falso só porque você viu na internet. A consequência pode ser a desqualificação do seu texto.