Alunos descobrem na universidade novos espaços e possibilidades de ampliar a formação

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Origens e histórias diversas fazem parte da realidade dos cerca de 26 mil alunos da PUC Goiás. Mesmo com escolhas diferentes, eles compartilham a mesma vontade de cursar uma universidade e de aproveitar ao máximo o período da graduação. São jovens e adultos que, em sua maioria, buscam no curso superior uma formação profissional para entrar ou continuar no mercado de trabalho. Muitos deles acabam por se deparar com novos desafios e descobertas. Afinal, o que é ser PUC e o que existe além da sala de aula na universidade?
Naralinne Machado, 17, começa em agosto o 2º período do curso de Design. A profissão foi escolhida ainda na infância pela jovem, que mora com a mãe e a irmã em Goiânia, onde nasceu. “Sempre gostei de moda e desenho. Quando eu era pequena, queria ser modelo. Mas logo percebi que a estatura não ajudava, então decidi ser estilista”, afirma.

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Para realizar o sonho profissional, Naralinne escolheu o Design, que abrange outras perspectivas desta profissão, mas não perdeu o foco da sua escolha. Foi assim que começou a oficina de serigrafia na Coordenação de Arte e Cultura, onde aprendeu diferentes técnicas de estamparia, o que tem tudo a ver com moda. Além de continuar a serigrafia, em uma nova turma avançada, ela pretende cursar fotografia. “Estou pensando em uma formação mais ampla”, diz a jovem, que se dedica exclusivamente aos estudos.
Na outra ponta da realidade, o estudante de Biomedicina, Mackson Jardel Silva, 23, veio de longe para construir parte da sua história em Goiânia. Nascido em Santa Maria da Vitória, no oeste da Bahia, Mackson está no 5º período de Biomedicina. A vinda para a cidade foi pautada, inicialmente, pelo desejo de trabalhar. Mas diante das novas amizades, ele conheceu a universidade e se sentiu desafiado a estudar.
Antes de ingressar na PUC, ele percorreu um caminho diferente e fez concurso para trabalhar na instituição, onde é agente de laboratório, e garantir suporte financeiro para sua escolha. Foi assim que Mackson iniciou sua jornada acadêmica.
Na universidade, ele quis mais e logo se interessou pelo trabalho das ligas. Ainda sem nenhum trabalho na área de citopatologia, fundou em maio, com outros acadêmicos, a Liga de Citopatologia. “Participar das ligas é importante para desenvolver habilidades e, principalmente, trabalhar a humanização da área da saúde”, ressalta ele. “É importante sair do contexto laboratorial e conhecer a realidade da saúde pública”.

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Ter outra atividade na universidade também foi a opção de Rodrigo Bittencourt Coelho, 19, de Acreúna. No 3º período de Engenharia Elétrica, ele trabalha no turno matutino, estuda no noturno e treina depois das aulas como goleiro da Atlética Blecaute. “Desde que entrei na universidade, a Atlética se mostrou muito receptiva. Temos grupos de whatsapp e eles sempre divulgaram as atividades – não só esportivas, mas também eventos acadêmicos”, conta ele, que aderiu ao grupo desde o 1º período.

Experiência

O curso de Zootecnia na PUC Goiás não foi a primeira experiência de Lorranny de Assis Valadares, 21, no ensino superior. Antes de ser transferida para o Câmpus II da universidade, ela começou o curso em outra instituição, em São Luís dos Montes Belos. A opção por Goiânia foi para estar mais próxima da família, com quem mora em Trindade. Mas isso não significa moleza na vida da estudante. São seis ônibus diários, em uma jornada que começa às 5 horas e só termina depois das 19 horas, quando chega em casa.
Lorrany está no 7º período e usa todo o tempo em Goiânia para se dedicar aos estudos. Nas aulas, é participativa e, fora delas, mais ainda. Da experiência fora da PUC trouxe a ideia de criar grupos de estudo, o que foi acolhido pela coordenação. “O que eu mais gosto aqui é a convivência com os professores. Mais presentes, interessados em abraçar projetos dos alunos”, afirma. Talvez esta admiração tenha influência nas escolhas de Lorranny, que quer seguir carreira como docente.
Para isso, ela já é monitora na universidade e usa o tempo livre para estudar na unidade do Programa de Orientação Acadêmica (Proa). E quando está desocupada? Ela se ocupa com os equídeos, lugar que mais gosta do Câmpus II. “Eu converso com os cavalos, dou nome aos que não têm. São minha paixão”

Conselhos para quem acaba de chegar

“Se envolva mesmo nos projetos. Eles podem fazer parte do seu portifólio. Alunos dedicados são indicados à monitoria. É bom lembrar disso. E participem da CAC”.

Naralinne Machado, estudante de Design

“É importante que o calouro procure sempre estar envolvido em atividades e trabalhos que a universidade proporciona. Essa é uma maneira de vivenciar a prática profissional, conhecer outras pessoas da área e descobrir se realmente escolheram a profissão certa”. 

Mackson Jardel Silva, estudante de Biomedicina

 “Eu acho muito bom participar da Atlética. Muita gente não entende como a atlética funciona, mas nunca foram ao C.A, nunca conversaram com os colegas do próprio curso”. 

Rodrigo Coelho, estudante de Engenharia Elétrica