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Na reta cronológica rumo aos 60 anos da universidade, o PUC VC socializa metas e sonhos dos acadêmicos para o próximo triênio

A pergunta “o que você quer ser quando crescer?” pode soar infantil, mas ela devia ser uma constante, já que o crescimento pessoal e profissional é diário, independente da idade. Quando se é jovem, a busca pela realização dos sonhos é ainda mais latente. Um caminho possível, como observa a neurocoaching e doutora em Educação, Kelley Marques. “É um caminho da programação mental que é percorrido com comandos e treinos mentais e, sobretudo, muita decisão de ser feliz”, avalia.

Vontade de partilhar os dons está na rota dos sonhos da estudante Vitória Cristina, 17 anos, do curso de Jornalismo da PUC Goiás. Quando questionada sobre metas e planos para daqui a três anos, ocasião em que a universidade celebra 60 anos de história, a jovem é convicta: “quero aliar jornalismo e fotografia e essa união proporciona conhecer lugares novos, viajar pelo mundo e ter novas experiências. Sonho com um mundo melhor, onde não existam diferenças e nem preconceito, onde todos possam conviver em paz”, expressou.

A coragem de Vitória é um bom começo para realizar planos: sair da zona de conforto. “As atitudes mentais também são resultados dos nossos DNAS genéticos e culturais. É aí que mora a nossa essência criativa, ou GPS cerebral, que nada mais é que a gestão do próprio ser”, ressaltou a neurocoaching.

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“Daqui a três anos me imagino em processo de formação da graduação em História e início em um mestrado na área de História Cultural, com foco no cinema nacional a vertente Exploitation do cinema estadunidense.” Joaquim Henrique

Associar mais de uma área do conhecimento, de forma a aliar a formação acadêmica com dons pessoais também está no planejamento do acadêmico de História, Joaquim Henrique, 30. “Daqui a três anos me imagino em processo de formação da graduação em História e início em um mestrado na área de História Cultural, com foco no cinema nacional e a vertente Exploitation do cinema estadunidense”, prospecta.

E se os planos não saírem conforme o almejado? O acadêmico amplia a visão com novas possibilidades: um mestrado em Ciências da Religião pela PUC Goiás ou uma segunda graduação em Filosofia. Como futuro historiador, Joaquim também já traçou metas a serem atingidas e a lista é extensa: graduação, mestrado e doutorado até os 40 anos; estabilizar as profissões de professor e pesquisador (financeiramente e intelectualmente); filmar o primeiro curta-metragem, criar uma produtora audiovisual para fundar um canal no youtube, abrir um pub cultural que possa mesclar gastronomia, artes, vestuário e entretenimento e muito mais.

 

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“Quero aliar jornalismo e fotografia e essa união proporciona conhecer lugares novos, viajar pelo mundo e ter novas experiências. ” Vitória Cristina

 

 

Planos pessoais

Apesar de estar quase no fim do curso, a acadêmica de Engenharia de Produção, Bruna Machado, ainda tem dúvidas sobre qual área atuar. Atualmente estagiária de uma indústria de alimentos, ela pretende, nos próximos três anos, experimentar outro tipo de processo na área industrial. “Minha área é muito ampla e acho que é por isso que estou neste conflito de escolher uma área específica. Pretendo um dia abrir um negócio próprio, então vou trabalhar bastante para realizar esse sonho”, almeja. Concomitante ao plano profissional, ela também já faz planos para a vida afetiva. “Pretendo noivar e organizar uma vida a dois com meu namorado. Filhos vão demorar um pouco, porque adoro viajar e conhecer lugares novos. Quero curtir um pouco essa fase para depois me dedicar totalmente à minha futura família e pensar em filhos”, diz.

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Pretendo ingressar no Exército, Marinha ou Aeronáutica. Quero ter um cargo muito alto na área militar.” Vitória Albuquerque

Vitória Albuquerque, acadêmica do curso de Fisioterapia, que participa há três anos da iniciação científica, sonha fazer carreira no Exército. “Pretendo ingressar no Exército, Marinha ou Aeronáutica. Quero ter um cargo muito alto na área militar”, disse. Quanto aos planos pessoais, com sete anos de namoro, a jovem só pensa em casamento quando completar uma década de relacionamento. “Só depois que eu conseguir ingressar no mestrado e doutorado”, declara

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sonhos possíveis

Para concretizar sonhos, também é necessário assumir a responsabilidade por eles e evitar colocar a culpa no ambiente externo por aquilo que, aparentemente, não deu certo. “Os adultos de hoje foram os jovens ditos revolucionários que ganharam experiência de vida, porém perderam o foco e os sentidos de percepção de valores, pois insistem em colocar a culpa na estrutura do País”, observa a neurocoaching, Kelley Marques.

Para a educadora, a crise não é uma “desculpa”, mas uma oportunidade para empreender mentes. Confira, ao lado, algumas dicas socializadas pela coach que têm como público-alvo os jovens sonhadores (conquistadores):

  1. É preciso assumir a responsabilidade individual de aprender a aprender: adaptar-se ao novo, se relacionar com pessoas, capacitar em linguagens e diversidades e, principalmente, focar as diferentes inteligências com urgência.
  2. Tenha foco na atitude mental, afinal é preciso investir em uma mente saudável.
  3. Aprender a conviver e respeitar individualidades é tudo. A maturidade consiste na compreensão da responsabilidade: é preciso dar oportunidades para aprender a pensar.
  4. É preciso focar no desenvolvimento de pessoas. Pesquisas comprovam que famílias com índice de satisfação conseguem superar praticamente todos os desafios e conflitos. Porém acontece o espelhamento em família, seja em hábitos, sensibilidades ou mesmo patologias.
  5. É necessário ter uma “atitude mental” para refletir sobre as próprias escolhas e ser responsável por assumir os resultados. Isso não se conquista com a idade, mas com experiências. Poucos adultos têm essa clareza de propósito.