Quem são os novos alunos da PUC Goiás? Estreantes no ensino universitário mostram como a políticas de inclusão têm sido definitivas para mudar o panorama acadêmico e a história de muitas famílias em todo o Brasil. No estado, programas de bolsas e de financiamentos são o pontapé para que eles cheguem à universidade e façam diferença na trajetória

A cada começo de semestre, as escolas e as universidades se enchem de rostos novos carregados de muitas esperanças e expectativas. Nos corredores, veteranos identificam com facilidade os novatos, chamados de calouros, mas eles mesmos são incapazes de saber quem são ou serão seus pares nos próximos quatro ou cinco anos. Mas diferente deste momento de estranhamento, o que este grupo tem é muita coisa em comum, o que reforça a necessidade de políticas educacionais específicas e voltadas para eles.
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A Coordenação de Admissão Discente (CAD) da PUC Goiás realizou, durante todo o ano de 2016, um levantamento sobre quem são os calouros da instituição, que entraram nas seleções realizadas no primeiro e no segundo semestre. Na sua maioria, são mulheres com menos de 21 anos e que representam os primeiros membros do núcleo familiar a chegar ao Ensino Superior. Muita responsabilidade para quem ainda mora com os pais e está dedicado apenas a estudar (ver dados no quadro).

A estudante de Economia, Beatriz Milhomem, 19, está entre os pesquisados e traz na sua história um pouco da trajetória de cada um dos ingressantes do primeiro semestre do ano passado. Ela é bolsista do Vestibular Social, estudante de escola pública e egressa de uma primeira experiência no Ensino Superior em outra instituição, durante um ano. A futura economista sonha em trabalhar no mercado financeiro e retribuir o afeto e o apoio dos pais, que não tiveram a mesma oportunidade que ela.

“Porque é um curso que, além de eu gostar de tudo que ensina, vejo que a população precisa”, conta Beatriz, que este ano vai para o 3º período e já pode ser chamada de veterana. O que não falta para ela é experiência como estudante e como privilegiada em uma realidade que a formação superior ainda é um passo difícil. “Sei da minha responsabilidade e reconheço o trabalho e a dedicação dos meus pais”, conta.

Beatriz é de Santo Antônio de Goiás, cidade a 14 km de Goiânia. Para dar conta dos estudos, sai cedo de casa, trabalha com edição de livros em Goiânia e depois assiste as aulas da PUC, no período noturno. As horas longe de casa amadureceram e empoderaram a jovem. Ela também mora o irmão mais velho que começou a trabalhar cedo, mas diante das conquistas e dos relatos da caçula percebeu a possibilidade de continuar estudando e também ingressar na universidade.
A bolsa e o incentivo são essenciais para pessoas como Beatriz e Diego Rodrigues Camargo, que são bolsistas da Organização das Voluntárias de Goiás, Francielle Alves Francescheto e Layra Melo, bolsistas do Prouni. Os estudantes são os personagens do especial Calourada do PUC VC e contam parte de suas histórias nas próximas páginas. Entre sonhos e perspectivas diferentes, a maioria carrega consigo o desafio de alcançar um novo patamar e serem os primeiros das suas famílias a viverem esta etapa, o Ensino Superior.

“É um perfil que mostra de fato a positividade das políticas de inclusão social, como o Vestibular Social. Cerca de 60% dos estudantes que estão na universidade atualmente estão aqui por causa de algum tipo de benefício, seja bolsa ou financiamento. Isso possibilita um pouco que as famílias consigam permitir aos seus filhos permanecerem na universidade”, afirma a professora Sônia Margarida Gomes, pró-reitora de Graduação da PUC Goiás.

Famílias puderam abrir mão de parte do orçamento familiar, nos últimos 8 a 10 anos, para que os filhos pudessem estudar, entendendo como consequência um melhor trabalho e um futuro diferenciado para os herdeiros e também para todo o núcleo.

Inclusão

O censo educacional do Ministério da Educação (MEC) mostra a curva ascendente de inclusão no curso superior por parte dos brasileiros nos últimos 20 anos, como destaque para a última década. Na PUC Goiás, o Vestibular Social já existe há sete anos e é responsável pelo ingresso de mais de dois mil alunos todos os semestres, na instituição, com 50% em parte dos cursos. “Criamos uma política interna com o objetivo de atender a demanda crescente deste público”, explica a professora Sônia.

Na instituição, 43 cursos de graduação têm mais de 25 mil alunos, a maioria de Goiânia, e que buscam na PUC Goiás a tradição de quase seis décadas de existência e pioneirismo no Centro-Oeste. “O curso superior proporciona para todos aqueles que passam um processo civilizatório mais amplo. Estar na universidade para um jovem é uma oportunidade para ele discutir, colocar suas opiniões e se perceber como alguém que pode criar. É uma associação maravilhosa para vida dele e que permite que ele mude sua concepção de mundo e de sociedade. A universidade é o grande momento para isso”, afirma a pró-reitora de Graduação.

O complexo universitário é chamado pela pró-reitora de cidade universitária, com opções que vão além da graduação, com programas de extensão e pesquisa. Ela cita o trabalho comunitário da PUC, com a Jornada da Cidadania, que é uma marca e referência nacional em projeto de extensão e acontece todos os anos no mês de maio. “É uma universidade que se fazer presente na sociedade goiana e goianiense e busca desenvolver os diversos públicos que estão dentro da instituição”.
Também na PUC são oferetados cursos de artes, idiomas e outros, todos integrantes do rol de opções de quem faz parte da universidade, e importantes instrumentos para garantir uma formação integral e crítica.

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Liberdade para estudar

Com a chegada à universidade, muitas portas e possibilidades se abrem, o que é uma grande oportunidade, mas também pode confundir muitas pessoas

O horário, a mudança de salas e até prédios, as turmas e as escolhas mudam no ambiente universitário. Diferente do sistema conhecido até o Ensino Médio, os alunos se deparam dentro da universidade com uma liberdade inexistente para muitos, até então. O ir e vir, a rotina e o relacionamento no meio acadêmico são para a maioria uma passagem para a vida adulta e a maturidade é característica primordial para lidar com a liberdade recém-conquistada.
Para nativos digitais, que já vieram ao mundo conectados, estudar é um desafio que passa pelas muitas telas disponíveis. A professora Rose Mary Almas, coordenadora de Educação a Distância da PUC Goiás, trabalha com esse público na rotina da instituição. “Muitos ainda precisam de orientação para criar uma rotina de estudos e separar os momentos”, explica ela.

A universidade já disponibilizou em ambiente virtual quatro vídeos com dicas de como o aluno pode se organizar na hora de estudar. O material estará disponível ainda este semestre no SOL, ambiente específico dos alunos, e está na página da Coordenação de Educação a Distância da universidade (www.pucgoias.edu.br). “Os vídeos chamam atenção para os espaços de estudo, como as bibliotecas, o planejamento, o ambiente e o horário. Além disso, damos dicas e orientações sobre as anotações em sala de aula”.

O objetivo é dar a oportunidade para este aluno aproveitar o período em que cursa a graduação com integridade e profundidade. “Estudar não é assistir aula. Quando se destaca a importância do horário e local de estudo, é essa disciplina que nós estudantes temos que ter, a qualquer momento que voltarmos a estudar. O processo exige qualidade e aprofundamento do conhecimento em qualquer hora”, afirma a professora. Neste sentido, o estudante focado no curso precisa escolher espaços para estudar, que podem ser dentro da instituição ou em casa, planejamento sobre qual horário do dia irá se dedicar aos estudos e concentração. Nada fácil com o celular na mão, certo?
A estudante Layra Melo, 21, está no 8º período de Arquitetura e prefere estudar em casa. A rotina dura exige dela muita organização. A manhã é usada para o estágio regulamentar do curso e, à noite, ela está em sala de aula. À tarde, é hora de estudar. Como o curso usa diversos tipos de softwares, o notebook se tornou seu companheiro na hora de fazer valer o conhecimento adquirido. “A minha vida acadêmica é bem certinha. À tarde, organizo tempo para colocar em dia as matérias e fazer os trabalhos. Essa é a minha rotina”, conta Layra, que só usa o espaço da universidade quando precisa fazer maquetes ou trabalhos em grupo. Ainda no mesmo período, às vezes, a estudante tem aula para completar a grade após um ano e meio de intercâmbio, nos Estados Unidos. Quem estuda em casa precisa, com certeza, de disciplina extra e colaboração dos amigos. Layra mora com colegas, também universitários. A família ficou em Anápolis. O ambiente ideal, segundo a professora Rose, requer silêncio e nenhuma distração. “Ter a disciplina e a autonomia intelectual é outro aspecto que nem sempre a trajetória educacional criou condições para que desenvolva ou tenha desenvolvido isso, que é a capacidade de aprender sozinho ou com a orientação do professor. Temos nos grupo ritmos diferentes de aprendizagem”, orienta a coordenadora.

Para se habituar à formação que o levará a uma profissão, ela indica que sejam feitas anotações durante a aula, sínteses logo após o período em sala, exercícios frequentes e, se necessário, usar técnicas de memorização, como falar em voz alta o conteúdo.Desta forma o aluno pode assimilar e formar uma visão crítica de todo o processo que está vivenciando durante a vida universitária.

Fora da sala de aula

  • Programa de Orientação Acadêmica está presente em todas as áreas e oferece infraestutura para o aluno estudar. Em muitos cursos, existem propostas específicas de estudo e orientação do professor na hora da dificuldade.
  • Biblioteca Central possui espaço para estudos, acervo de livros e publicações e ambiente ideal para concentração.

Dicas para estudar

  • Descubra qual seu melhor horário de estudos e reserve este tempo para atividades, leituras e memorizações.
  • Organize o local de estudos. Garanta que tenha tranquilidade e silêncio. Que tal conhecer o Proa?
  • Fixe os objetivos a cada período sobre o que irá estudar e aprender. Assim as atividades serão direcionadas e focadas.
  • Prepare miniaulas. Sim! Explicar o conteúdo para alguém já é uma forma de assimilar e ter autonomia.
  • Faça anotações durante as aulas. Muitas coisas não estão no livro e nem sempre vamos nos lembrar daquele macete do professor.
  • Estude todos os dias, sozinho ou em grupo. A rotina e a repetição são primordiais para o seu cérebro dominar o conteúdo.

Estudar não é assistir aula. Quando se destaca a importância do horário e local de estudo, é essa disciplina que nós estudantes temos que ter, a qualquer momento que voltarmos a estudar. O processo exige qualidade e aprofundamento do conhecimento em qualquer hora

Participação além da sala de aula

Movimento estudantil também faz parte da experiência universitária. Seja como membro efetivo ou não, as entidades representativas constroem pontes entre a gestão da universidade e os estudantes

 

Grandes líderes mundiais e nacionais começaram suas carreiras políticas dentro do ambiente universitário. De Barack Obama, que foi editor do principal periódico de Harvard, onde se formou em Direito e iniciou suas conexões políticas, aos estudantes brasileiros que tiveram papel relevante na oposição ao então presidente Fernando Collor, a convivência no ambiente acadêmico e a adesão às pautas importantes da comunidade e da sociedade são uma das experiências marcantes dos anos de faculdade.

 

Eu acho que o movimento estudantil é muito válido, tanto para o estudante em si buscar as coisas que ele necessita, como para marcar o posicionamento na sociedade. Abre a mente e não deixa você ficar focado em um único ponto de vista”, Francielle.

O movimento estudantil abre portas e exercita diálogo entre a instituição e os alunos e, para muitos, é uma novidade só conhecida nos livros de história. Francielle Alves Francescheto, 22, termina este semestre o curso de Fisioterapia e terá em seu legado estudantil a participação no Centro Acadêmico do curso, como presidente em dois mandatos, e também nas ligas acadêmicas.
O exercício a tornou referência entre os colegas, desenvolveu sua oratória e sua percepção da realidade. “Eu acho que o movimento estudantil é muito válido, tanto para o estudante em si buscar as coisas que ele necessita, como para marcar o posicionamento na sociedade. Abre a mente e não deixa você ficar focado em um único ponto de vista”, explica Francielle.

Durante os mandatos, a estudante cumpriu o proposto em sala de aula e agiu para conseguir se posicionar nas bandeiras prioritárias do curso. “Foi preciso pensar de uma forma mais abrangente, ver o outro, o ideal do outro e eu acredito que eu consegui me posicionar”, afirma. Também viu em outra união de alunos uma possibilidade de exercitar o saber e participa da Liga Acadêmica de Fisioterapia em Traumato Ortopedia, que presta atendimento aos esportistas de rua.

O conhecimento, a experiência e as amizades deste período devem acompanhar Francielle já no próximo ano, quando ela pretende embarcar em uma pós-graduação, em Goiás ou em São Paulo.
A representação acadêmica é incentivada pela universidade que reconhece os centros acadêmicos de cada curso e o Diretório Central dos Estudantes (DCE) como instituições representativas e de diálogo com a instituição. “Ainda têm as organizações por meio das atléticas, que são associações voltadas para fins culturais e esportivos”, explica o coordenador de Assuntos Estudantis da PUC Goiás, Valterci Vieira.
No caso dos centros acadêmicos, além do espaço físico dentro da instituição, seus representantes possuem assentos garantidos nos colegiados dos cursos representados. Já o DCE participa do conselho universitário. Nas duas situações, os estudantes participam de discussões sobre currículo, metodologia e prioridades. Outra abertura da PUC é o apoio aos eventos e atividades acadêmicas realizadas pelas organizações. “Incentivamos e acreditamos no potencial destes alunos”, explica Valterci, lembrando projetos com incentivo da universidade organizado pelos alunos.

A PUC Goiás tem como parte da sua tradição o respeito à autonomia do movimento estudantil. Para nós, as entidades são parcerias na construção de um projeto de universidade melhor. Respeitando a autonomia e a atuação, nos parâmetros democráticos, ainda que tenhamos atuações diferentes, nosso objetivo é o mesmo, que é a excelência.
Márcia Alencar, pró-reitora de Extensão e Apoio Estudantil

Lancheira X Lanchonete

Jornada de estudo, às vezes intercalada pelo trabalho, torna a alimentação um desafio para quem passa boa parte do dia fora de casa

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O câmpus se torna a segunda casa da maioria dos acadêmicos, de graduação ou de pós-graduação. As horas em sala de aula, biblioteca, laboratórios ou mesmo no pátio podem ocupar boa parte da rotina diária, longe da logística familiar, mas não podem impedir a alimentação, tão importante para a saúde e garantia da energia necessária aos estudos. É dessa forma que nos intervalos das aulas ou no final dos períodos, em cada área, em grupo ou sozinhos, estudantes realizam refeições, pequenos lanches ou até almoços, antes do início do próximo horário.
Lanchonetes e lancheiras são as opções mais práticas, porque evitam deslocamentos. Ainda há quem prefira voltar em casa e garantir o almoço familiar, sempre tão atrativo, ou seguir para um restaurante ou barraquinha mais próximas. Qual a melhor escolha? Entre os critérios estão saúde, tempo e dinheiro. É preciso medir cada um deles para tornar as refeições do dia a dia um momento o mais prazeroso e saudável possível.

O estudante de Nutrição da PUC Goiás, Diego Rodrigues Camargo, 26, fez as contas e as opções possíveis: sempre que pode leva comida de casa para a faculdade. Com a bolsa térmica a postos, ele organiza na véspera a refeição do dia de estudo, que a partir de 2017, será integral. “Eu evito os industrializados e aproveito o conhecimento do curso para montar meu cardápio”, garante. Para o café da manhã ou lanche, ele prioriza levar frutas, iogurte ou sanduíche com pão integral.
O espaço escolhido por Diego é em uma das lanchonetes da Área 4, enquanto colegas aproveitam os alimentos prontos oferecidos no local, ele usa o microondas emprestado para garantir a temperatura adequada da refeição do dia. Quando precisa almoçar, os pratos são os mesmos compartilhados pela família no dia anterior. Diego mora com a mãe, o padrasto e a irmã. “Todo mundo contribui e dessa forma não pesa no bolso”, explica.

Para a professora e nutricionista Thaísa Borges, o alimento preparado em casa tem mais chances de ganhar da concorrência externa, por causa dos ingredientes, frescor e modo de preparo. “As marmitas podem ser uma ótima opção para quem fica o dia todo fora de casa. Porém, é necessário atentar para o conteúdo das mesmas, já que muitos alimentos devem ficar sob refrigeração para evitar contaminação. Caso o estudante não disponha de equipamento de refrigeração nos locais de trabalho e/ou estudo, pode optar por se alimentar em locais próximos”, explica a professora. No caso de quem escolhe um estabelecimento comercial, ela indica observar a higiene do local e escolher os alimentos mais frescos sempre que possível.

No cardápio, Thaísa sugere escolhas balanceadas que tenham carboidrato, proteína e fibra, além de elementos como zinco, presente nas carnes vermelhas, e outros que ajudam com as atividades dos neurotransmissores, colina, presente na gema do ovo, que contribui nos processos cognitivos, entre outros. “A alimentação do estudante deve ser equilibrada entre os grupos de alimentos e conter todos nutrientes, assim como para qualquer indivíduo, porém existem alguns nutrientes e fitoquímicos que podem auxiliar no desempenho dos estudos”.

Café da manhã

  • Café, leite, pão de queijo, mamão
  • Café, leite, pão francês com manteiga, suco de laranja
  • Café, coalhada seca, cuscuz, manga com chia
  • Café, queijo fresco, bolo de mandioca, melancia
  • Café, coalhada, bolo de milho, melão
  • Café, iogurte, tapioca, banana
  • Café, queijo fresco, pão integral, ameixa
  • Café, leite, pão integral, patê de cenoura, ricota e linhaça
  • Café, leite, aveia, banana e mel

Lanches

  • Frutas frescas e secas ou suco de frutas sem açúcar
  • Oleaginosas
  • Leite em pó, iogurte, coalhada

Almoço ou jantar

  • Arroz, feijão carioca, filé de frango, abóbora, quiabo
  • Arroz, feijão carioca, carne moída com cenoura e vagem
  • Arroz, feijão preto, omelete, salada de alface e tomate
  • Arroz, feijão preto, coxa de frango, repolho, moranga
  • Macarrão ao molho de tomate, almondêga, salada de rúcula
  • Farinha de milho com sopa de legumes com frango
  • Arroz, feijão carioca, ovo cozido, salada de macaúba
  • Arroz, feijão preto, fígado, abobrinha cozida
  • Angu de milho, frango caipira, quiabo, maxixe
  • Arroz, feijão, bife bovino, jiló refogado, salada de tomate
  • Batata assada, salada de grão de bico, peixe assado, brócolis a vapor
  • Polenta, filé de frango, beterraba, gueroba
  • Farinha de mandioca, feijão preto, carne de panela, couve refogada
  • Mandioca, feijão carioca, lombo de porco, abacaxi, salada de couve