Fotos: Ana Paula Abrão

Você sabe o que faz um assistente social? Conheça a carreira!

curso
Serviço Social
Turnos disponíveis
Matutino ou Noturno
Vagas
120
Formas de ingresso
Vestibular, Vestibular Social (50% de desconto na mensalidade), Prouni, Fies, Transferências
local
Escola de Ciências Sociais e da Saúde
contato
(62) 3946-1097
facebook
facebook.com/ecisspucgoias

A carreira de assistente social é cercada, no Brasil, por crenças muitas vezes equivocadas. O fato, porém, é que boa parte da população já contou com o trabalho deste profissional, mesmo sem saber. Isso ocorre porque o assistente social é um dos profissionais-chave em uma sociedade democrática e, portanto, regida por direitos e deveres.

Para que você possa entender melhor essa carreira, vamos começar do início: o serviço social é um direito. Assim como o acesso à saúde, à educação e à cultura, todo cidadão tem também direito de acesso ao serviço social, ou, em outras palavras, a contar com auxílio profissional para ter seus direitos respeitados e garantidos de forma justa.

Quer um exemplo? Nas casas do povo, como a Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), existem assistentes sociais que orientam a população e encaminham suas demandas para que a letra da lei se efetive em suas vidas – para que as pessoas consigam ter acesso ao direito já instituído. “O trabalho é um desafio. Orientamos, aqui, as pessoas com informações de como conseguir seus direitos e trabalhamos com estratégias de intervenção”, explica Annaterra Meira, 24, que é egressa dos cursos de graduação e mestrado em Serviço Social da PUC Goiás. “É gratificante porque você vê que a pessoa que não conhece seus direitos passa a conhecer”, conta.

Por ajudar a libertar as pessoas da ideia de que políticas públicas são favores e fazê-las perceberem que são direitos, o trabalho demanda, também, muita competência ética e profissional. “É uma atividade que demanda muita habilidade porque este profissional está trabalhando com a vida, com situações de vulnerabilidade”, explica a coordenadora do curso na PUC Goiás, professora Carmen Regina Paro.

Na Alego, Annaterra não é a única assistente social. Em conjunto, a equipe desenvolve estratégias, orientação e encaminhamento da população que busca o apoio da casa para solucionar problemas e conflitos. “Não tem receita pronta. É um desafio e essa é justamente a parte boa do trabalho. A gente constrói alternativas, redes de parceria para além do que já está pronto”, diz.

Além do trabalho na casa legislativa, a jovem tem atuado também como professora de graduação, sua nova paixão. “A docência é mais uma forma desafiadora de contribuir, mas é muito gostoso perceber que os alunos já tem conseguido ter um novo olhar para o usuário, crescer no debate e não ficar só na parte burocrática e técnica da profissão”, reflete ela, que está com as turmas iniciais do curso em uma faculdade em Goiânia.

A carreira

Diferente de como ocorre outras áreas profissionais, o trabalhador desta área é reconhecido sempre como assistente social, independente das singularidades de sua atuação: seja no setor público, privado ou terceiro setor ou na análise, orientação, elaboração, coordenação e execução de planos, programas e projetos que visem o acesso da população às políticas públicas. É bem-vindo, portanto, em diversos espaços de trabalho.

“É um profissional que faz atendimentos, encaminhamentos, relatórios, laudos. Tudo para o atendimento de necessidades humanas, por isso atravessa todos os lugares”, pontua a coordenadora.

Conheça o curso

Na PUC, o curso de graduação em Serviço Social é composto por núcleos, nos eixos temáticos de Núcleos de fundamentos teórico-metodológicos da vida social, Fundamentos da formação sócio-histórica brasileira e Fundamentos do trabalho profissional.

Além das aulas teóricas, o estudante do curso começa, desde o início, a se aproximar de espaços de trabalho do serviço social, seja por visitas técnicas ou pela presença de profissionais na universidade, em atividades integradoras.

O estágio é obrigatório a partir do quinto período e é cursado em três disciplinas. “O exercício profissional permeia toda a vivência desse aluno. Ele conhece o processo inteiro. Então, o aluno vai fazer pesquisa nesse campo, faz um projeto de intervenção e depois vai sistematizar esse conhecimento em uma monografia, nos dois últimos períodos”, explica a coordenadora.

O modelo diferenciado de ensino tem rendido bons frutos e o curso, que foi criado em 1957, antes mesmo da universidade, é referência em Goiás e na região Centro-Oeste.

Oportunidades

Muito integrado à pós-graduação por conta do mestrado em Serviço Social, o curso permite ao aluno uma vivência ampliada em projetos de Iniciação Científica. A atuação como voluntário em projetos de pesquisa e extensão também é uma possibilidade. Oportunidades de intercâmbio enriquecem o hall de oportunidades.

E tem mais: em uma universidade tão grande quanto a PUC Goiás, os estudantes podem, com facilidade, participar de diversos eventos científicos e culturais interdisciplinares, enriquecendo seu olhar científico, cultural, estético e social. É comum, por exemplo, eventos articulados com outros cursos de Serviço Social como os da UFG, da UnB e UFMT e até mesmo com o Conselho Regional.
Já viu que é impossível ficar se sentir isolado sendo aluno da PUC Goiás, né? “É o primeiro curso de Serviço Social criado no Centro-Oeste. Onde você for, vai encontrar alguém da PUC”, afirma a profa. Carmen.

Formas de ingresso

São diversas as formas de entrar no curso de Serviço Social. Os candidatos podem concorrer a vagas nas etapas Geral ou Social do Vestibular da PUC Goiás. Seleções externas como o Prouni e o Novo Fies também trazem vagas para o curso. Se você já é estudante de graduação e deseja vir para o curso de Serviço Social ou se já for graduado, o processo de Transferências pode ser a melhor opção, por permitir o aproveitamento de disciplinas já cursadas que tenham ligação com o projeto pedagógico do curso.

Apoio estudantil

Se precisar de auxílio para ingressar ou permanecer na universidade, o/a estudante pode contar com bolsas de estudo como as do Vestibular Social (50%), do Prouni e da OVG; bolsas de atuação específica, como as de Iniciação Científica (Pibic/CNPq e BIC/PUC); com financiamentos como o Fies, o Pode PUC e o PraValer.

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