Nova estação meteorológica da PUC Goiás amplia previsão do tempo na capital e auxilia estudo em diversos cursos

Levo ou não guarda-chuva? Será que o etanol vai subir de preço? Como está a infestação do Aedes aegypti na sua cidade? Perguntas que parecem desconexas reúnem variáveis climáticas importantes e que são traduzidas pelo trabalho único de uma estação meteorológica. E será neste pequeno espaço que alunos da graduação e da pós-graduação da PUC Goiás vão estudar climatologia aplicada às diversas áreas.

Desde outubro de 2015, a universidade lançou a primeira Estação Meteorológica da Região Sul de Goiânia. Direto do Câmpus II, no Jardim Mariliza, a estação colhe ininterruptamente dados exclusivos sobre temperatura, direção e velocidade do vento, umidade e pressão da atmosfera da capital. Os mesmos já começam a ser analisados para estudos acadêmicos e, posteriormente, serão publicados on-line. O objetivo é oferecer novos parâmetros e informações para o desenvolvimento de políticas públicas na capital.

O local foi construído a partir de captação de recursos pelo Mestrado em Desenvolvimento e Planejamento Territorial da universidade. Segundo o professor Antônio Pasqualetto, coordenador do mestrado e um dos idealizadores do projeto, o instrumento é importante para várias áreas de pesquisa e para o planejamento urbano. “Podemos perceber como as alterações dos dados meteorológicos afetam diretamente o microclima urbano”, afirma.
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Para Pasqualetto, a observação do clima permite maior conhecimento e reflexão sobre o meio ambiente. “O princípio da precaução é mais barato do que o da correção”, cita ele, lembrando da importante associação entre clima, saúde e meio ambiente. “É preciso mudar o estilo de vida e tornar as cidades ambientes mais saudáveis”.

Nas diversas áreas, os dados captados podem ter papéis diferentes. No caso da Zootecnia, por exemplo, é possível pesquisar sobre a melhora dos índices de produtividade a partir da climatização do ambiente ou ainda a otimização da utilização do solo.

Em seus primeiros registros, a estação captou as altas temperaturas de 2015 e chuva recorde, como a ocorrida em 26 de novembro do ano passado, quando chegou a chover 40 milímetros em 30 minutos. Segundo o professor e engenheiro civil Thiago Augusto Mendes, os dados serão reunidos e utilizados em projetos de Iniciação Científica e também para os mestrandos. “É um sistema moderno que possibilitará a realização de várias pesquisas”, explica.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Até o final do ano, a expectativa é que os dados recolhidos manualmente possam ser compartilhados no site da universidade e integrados com as demais estações de Goiânia. Ainda falta equipar a estação com instrumento para disponibilidade de dados on-line.

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Os alunos dos cursos de Biologia, Zootecnia, Engenharia Ambiental, Ciências Econômicas e outros poderão acessar os dados, coletados diariamente pelos aparelhos da universidade. Para o professor de climatologia, Thiago Augusto Mendes, os equipamentos serão importantes para pensar a melhoria climática de Goiânia, que este ano atingiu a maior temperatura já registrada em sua história, além de umidade do ar de 9%, menor do que no deserto