Caloura trocou a rota Formosa- Brasília para cursar Biomedicina na PUC Goiás. Universidade se transformou na sua segunda casa

Esse semestre foi um divisor de águas na vida de Natiara Pereira Carneiro, 20 anos, estudante do 1º período do curso de Biomedicina da PUC Goiás. Oriunda de um processo seletivo de transferência externa, a jovem interrompeu os estudos em uma universidade de Brasília e, incentivada por uma professora, mudou-se para Goiânia. “Como sempre morei em Formosa, eu pegava a estrada todos os dias para ir à faculdade e voltava para casa”, conta. A distância entre a casa da família e a universidade aumentou um pouquinho com a mudança para a capital goiana. Atualmente as idas à sua cidade se restringem aos feriados, mas tudo por uma boa causa: sua qualificação e formação profissional como biomédica.

Como a vida “autônoma” é uma novidade para a jovem, os primeiros dias foram um pouco difíceis. Todavia, o estranhamento inicial deu lugar à amizade e acolhida dos colegas calouros, veteranos e professores da instituição. “Eu tinha muita saudade de Formosa, mas assim que começaram as aulas, fui interagindo com os colegas e fui muito bem recebida aqui”, relata. Para facilitar a rotina acadêmica e não ter gastos extras com transporte, a estudante mora no Setor Universitário e a antiga rota rodoviária Formosa- Brasília foi substituída por uma breve caminhada de alguns minutos até a faculdade que se transformou na sua segunda casa.
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No condomínio onde vive atualmente em Goiânia, o cenário também é familiar já que os outros jovens passam por um contexto de vida parecido. “São 30 apartamentos e todos são estudantes que vivem individualmente, longe de casa. Como todos vêm de fora, todo mundo se ajuda se alguém adoecer ou acontecer alguma coisa”, afirma a estudante. A convivência na universidade vai além dos limites físicos da sala de aula e o clima de união pauta o dia a dia, pelo coleguismo e cuidado dos veteranos para dar conselhos sobre a profissão. O ambiente de acolhida e de uma vida em comunidade, mesmo longe de casa, fizeram-na apaixonar pela capital goiana.

Das primeiras cinco disciplinas cursadas no primeiro semestre, três são de cunho prático e essas primeiras experiências despertaram a jovem para uma área específica da Biomedicina: reprodução humana. “Quero trabalhar na área de inseminação in vitro futuramente”, almeja. Com relação à Biomedicina, o interesse começou no ensino fundamental e foi se reafirmando ao longo da sua trajetória escolar, antes de ingressar no ensino superior

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