Wadson Hayner dos Santos Lima ainda não dirige, mas já pilota avião. E tem mais: de origem humilde, ele vem conquistando, um por um, seus maiores sonhos

Quando teve sua primeira aula de voo, Wadson, 22, teve a certeza de que todo o esforço até ali tinha valido a pena. Aos 19 anos, o medo de odiar a experiência deu lugar à certeza da escolha. “Fiquei maravilhado”, comenta hoje. Pouco mais de dois anos depois, o jovem está bastante focado em realizar o sonho de ser piloto. Em sua caminhada, já coleciona desafios vencidos com sucesso – como o desejo de estudar em um bom colégio, que conquistou como bolsista; depois, o de estudar em uma boa universidade, também como bolsista integral pelo Prouni, buscando a profissão que sempre quis; e, mais recentemente, de estudar no exterior, no intercâmbio em que foi aprovado, também como bolsista.

Pois é. O último feito foi a apresentação do TCC, em dezembro, quando foi aprovado com nota 10. Agora, a graduação será concluída em 2017, com a finalização das horas de voo que faltam e de disciplinas que irão complementar sua formação. Tudo seria diferente se a universidade não tivesse visitado seu colégio.

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Ainda no Ensino Médio, o jovem quase desistiu do sonho para se dedicar à aprovação no curso de Engenharia Civil. Tudo mudou quando a Comissão de Admissão Discente da PUC Goiás visitou o seu colégio, apresentando a universidade. No kit que o aluno e seus colegas receberam, havia um bloco com a lista de cursos. A graduação em Ciências Aeronáuticas chamou sua atenção e, após conversar com a professora que fez a visita, foi conhecer o curso de perto. “Ela me passou as informações que ela tinha na hora, e me orientou a ligar para conversar com o coordenador. Foi o que eu fiz”, lembra.

Comecei a ter outra visão. Até então, não achava que seria possível fazer um curso superior

Hoje, já concluindo a graduação, Wadson visita colégios com a mesma professora que o atendeu em 2012. No colégio onde estudou, ele já tinha voltado antes para incentivar os colegas. “Quando eu entrei para a universidade, eu pensei ‘tem muita gente investindo em mim’. Então, fui lá mostrar como eu estava. Eu vi aquelas caras de preocupação na sala de aula e me lembrei da minha época, de quando parecia que tudo estava perdido”, diz, fazendo referência ao estresse pré-universidade.
O contato com os estudantes reforçou suas certezas. Seu sonho não é só conduzir grandes aeronaves em todo o mundo, mas também compartilhar conhecimento como professor e pesquisador. “Acho a figura do piloto incrível, o seu papel. A aviação é uma área muito nova, que tem a carência de pesquisa”, explica. Com os alunos, ele deu continuidade ao desejo de ajudar outras pessoas por meio do que já aprendeu com a vida. Na universidade, também foi monitor, atuou no Centro Acadêmico do seu curso e participa de projetos de pesquisa desde o primeiro período. A Iniciação Científica, inclusive, é a principal dica que dá para os estudantes calouros. “Você aprende o que é senso crítico, o que é senso comum, que você não pode olhar o mundo de forma parcial. Eu acredito que eu aproveitei bem mais a universidade”, enumera. Os resultados não mentem. Aproveite a dica!