Acadêmica de Serviço Social descobriu em iniciativa comunitária da PUC Goiás as possibilidades para ingresso e permanência no Ensino Superior

É distante da cidade natal – Santa Maria da Vitória, no Oeste da Bahia – que a estudante de Serviço Social da PUC Goiás, Jhessika Rayanne Pereira Silva, 20 anos, constrói dia a dia seu próprio futuro. No quarto período do curso, está envolvida em atividades acadêmicas, do movimento estudantil e é monitora voluntária na Escola de Formação da Juventude (EFJ), seu ponto de partida na universidade.

Foi na iniciativa comunitária, localizada no Setor Dom Fernando II, na região Leste de Goiânia, que ela descobriu novas possibilidades, em 2006, depois de chegar a Goiânia. Jhessika participou do Projeto de Vida, atividade que propõe aos alunos refletir sobre o que desejam para o futuro profissional.

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Em 2013, numa roda de conversa, conheceu as bolsas ofertadas pelo Prouni e pelo Vestibular Social. “Comecei a ter outra visão. Até então, não achava que seria possível fazer um curso superior”, explica. A essa altura, ela já havia feito vários cursos ofertados pela escola, entre eles o de auxiliar administrativo, que a levaria ao seu primeiro, em um escritório de advocacia.

Depois de uma tentativa frustrada, a estudante finalmente conseguiu uma boa nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e ingressou na PUC Goiás com bolsa integral, em 2014. “A entrada na universidade foi uma felicidade para mim e minha família, porque essa é uma grande oportunidade. Esse tempo na graduação já acabou com muitos preconceitos que eu tinha e trouxe conhecimento”, analisa.

Morando em Senador Canedo com a mãe, Rosicleide Silva Santana, 37 anos, e o irmão, o estudante Jhefersson Pinheiro Silva, 15 anos, ela divide seu tempo entre as aulas, no período noturno, a monitoria, as atividades do centro acadêmico do curso e ensaia retornar ao mercado de trabalho, depois de dois semestres se dedicando apenas a universidade.

Comecei a ter outra visão. Até então, não achava que seria possível fazer um curso superior”

Da passagem como aluna, na Escola de Formação da Juventude, ela guarda com carinho a biblioteca e o clube do livro. “Nós pegávamos o livro emprestado, líamos e na semana seguinte discutíamos e pegávamos outro. Isso me ajudou a criar o hábito de leitura, que ampliou meu vocabulário”, reflete.

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