Participante do Projeto Rondon vivencia desafios e possibilidades na região Norte do País

 

“Vencemos o desafio e conseguimos compartilhar conhecimento com uma comunidade carente”

A rotina da acadêmica Aline Gomes da Silva é bem aproveitada para os estudos e o projeto de se tornar, em breve, advogada. De manhã, ela participa das aulas do 8º período do curso de Direito, onde é monitora de disciplinas ministradas pelo professor Alessandro Paixão, e participa do programa de iniciação científica, com o tema Educação em Direitos Humanos. E, à tarde, estagia na Justiça Federal.
Ela participou, no último semestre, do Projeto Rondon, do Ministério da Defesa, que busca contribuir com a formação dos universitários como cidadãos e apresentar a realidade diversa do país.
Não foi a primeira vez de Aline na região Norte. Ela é natural de Paraíso, no Tocantins, e conhece bem as discrepâncias de um país entrecortado pelas diferenças sociais. Foi assim que junto com seis colegas de outros cursos ela partiu para Jacundá, no Pará, como membro voluntário oficial da Operação Itacaiúnas.

 


De 17 de julho a 3 de agosto, ela participou com professores e alunas da PUC Goiás do desafio de levar conhecimento e formar agentes de transformação e cidadania na pequena cidade paraense. Longe de casa, trabalhou de segunda-feira à sábado sem descanso e ficou com o grupo em um alojamento montado pelo Exército Brasileiro. “Foi mais do que eu esperava, superando todas as minhas expectativas. Vencemos o desafio e conseguimos compartilhar conhecimento com uma comunidade muito carente”, diz Aline, que tirou de letra a saudade e adaptação à culinária locaIMG_20150725_093532551_HDR-sitel.
As voluntárias trabalharam com a população local em quatro eixos: cultura, saúde, educação e direitos humanos e jurídicos.
Aline, juntamente com uma colega de curso, a Liliana, cuidou do eixo de direitos humanos e jurídicos.
O grupo trabalhou integrado com uma universidade de Caxias do Sul, em uma força-tarefa de integração e superação de dificuldades. “A experiência foi enorme, um crescimento pessoal. Como disse Cora Coralina, aprender o que a gente ensinou foi o nosso ganho”.
Para a estudante, apesar da convivência com diferentes realidades durante toda sua vida, impressionou a carência e as necessidades dos moradores de Jacundá. A dureza da vida do povo reafirmou sua crença de responsabilidade social com o país e com os outros.