Professores se destacam com talentos em áreas diferentes das suas formações

Dentro de sala de aula, o professor Fausto Carraro, 42 anos, é engenheiro civil formado pela PUC Goiás e mestre pela Universidade de São Paulo (USP). Fora dela, se transforma em Havier Dannair, bicampeão brasileiro de air guitar – a guitarra imaginária – , que contabiliza aparições em programas de TVs e a disputa de dois mundiais. “Nunca imaginei que fosse aparecer na televisão ou virasse personagem de documentário na França. Aconteceram coisas que foram muito além dos meus sonhos”, explica.

Apesar das conquistas, ele analisa que o ápice da carreira foi fora das disputas: carregar a tocha olímpica, em sua passagem por Goiânia, em maio. “Eu estava muito acelerado e feliz, mas ciente da importância da responsabilidade. Naquele momento, você está representando algo importante e tem que retribuir isso”, relembrou ele, que representou a PUC Goiás e air guitarristas de todo mundo.
Fausto diz acreditar que o talento com a guitarra imaginária ajuda a estimular a criatividade em suas aulas. “Adquiri muitas habilidades que me auxiliam na sala de aula, pois o air guitar sempre oferece algo a mais. Porém, coloco como atividades bem diferenciadas”, destaca.

Música

Já a afinidade do diretor da Escola de Ciências Sociais e Saúde da PUC Goiás, Renato Alves Sandoval, 46, é com a guitarra real. A paixão nasceu ainda na infância. Aos cinco anos ganhou um violão dos pais e não parou mais. Aprendeu piano e flauta e, aos 10 anos, trocou a música pelo karatê.

Virou esportista de alto rendimento, ingressou no ensino superior e só voltou à paixão antiga na vida adulta, quando as lesões o tiraram do tatame. Ganhou, então, um novo xodó – a guitarra. “A música é um momento para relaxar e descarregar as energias. É uma boa válvula de escape porque temos que ter outras atividades, além do trabalho”, ensina.

Hoje, o gestor faz parte da banda Homens de família, que agrega docentes da PUC e da Universidade Estadual de Goiás (UEG) e de outro conjunto que não foi batizado. Além de tocar, canta e aprendeu a montar o instrumento. “Ao aprender música, você aprende métrica, ritmo, então isso traz concentração e organização e isso ajuda no dia a dia da gestão e da sala de aula”, analisa.

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