Jovens embarcam atrás dos seus sonhos em viagens que saem do roteiro turístico convencional, mas revelam muito sobre as jornadas e as escolhas de cada um

Danilo Xidan é formado em Publicidade e Propaganda e chegou a exercer a profissão, em Mineiros, no interior de Goiás, logo depois de se formar, em 2008. Mas encerrou esta etapa em 2013, e no ano seguinte começou o grande projeto da sua vida: comer e viajar. As duas palavras dão nome a uma comunidade no Facebook e a um perfil no Instagram (@comereviajar), onde compartilha o seu estilo de vida, que inclui caronas, trocas e uma intensa entrega ao destino.

Na primeira viagem, feita toda com caronas, saiu de Goiânia e passou por várias cidades até chegar ao Recife, de onde voltou para a origem. Danilo não traçou um roteiro e, apesar de ter embarcado com dinheiro, garante que não usou nenhum centavo das suas reservas. “A grande questão do Comer e Viajar foi eliminar o dinheiro como intermediário nas trocas humanas, o relógio como regente, os planejamentos e os roteiros. Eu viajo sem roteiro. Saio de casa, vou pra estrada, levanto o dedo e vou pra onde a carona me leva, me permiti viver pela naturalidade das coisas, dos acontecimentos”.

De publicitário, Danilo partiu para experiências como garçom, cozinheiro, assistente de cozinha e lavador de louça. Ele mesmo conta que trabalhou em lugares diferentes e que se adaptou a realidade de cada um deles.

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Volta ao mundo

Em uma jornada diferente, mas também muito fascinante, o empresário Gabriel Castro, 27, realizou o sonho de dar a “volta ao mundo”. Com o casamento agendado para junho de 2014, percebeu que teria que seguir com seu plano ou talvez ter que adiá-lo por tempo indeterminado. Ele se organizou no trabalho para ficar 60 dias fora e partiu. O roteiro incluiu Canadá, Japão, China, Austrália, Indonésia, Tailândia, Índia, Emirados Árabes, Egito e Grécia.

Para se hospedar, Gabriel usou especialmente a rede CouchSurfing – que em tradução livre significa surfando em sofás. “Os melhores lugares que me hospedei foi pelo CouchSurfing, além de não pagar nada, fui muito bem recebido pelas pessoas”, relata o empresário. O CouchSurfing funciona como uma rede social e para conseguir se hospedar de graça na casa de alguém é preciso que o viajante tenha um perfil completo no site.

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Outra dica de hospedagem são os hostels, não muito populares no Brasil. Para a jornalista e gerente do Hostel 7 em Goiânia, Daniella Barbosa, além do baixo custo, os hostels proporcionam um ambiente de interação com outros viajantes.
“Viajar faz parte da história humana. No Brasil, a Geração Y é inquieta e graças à estabilidade econômica e à internet, os jovens podem agora planejar e desbravar novos horizontes”, explica Daniella que acredita que a juventude atual busca se autoconhecer em viagens mundo afora

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