Formatura: Na hora do diploma, graduandos encerram etapa importante da vida acadêmica, mas também celebram conquistas compartilhadas com familiares, amigos e apoiadores

O começo de cada semestre é marcado pelo encerramento da trajetória de parte dos alunos na graduação. A agenda da PUC Goiás é tomada por formaturas ordinárias e institucionais, sempre marcadas pela formalidade e emoção trazidas com as conquistas dos graduandos

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A trajetória de Marcos Almeida Mota, 23, que se formou no dia 7 de fevereiro, com mais 200 alunos pela PUC Goiás, mostra que dedicação e colaboração fazem toda diferença. Na plateia do Teatro do Centro de Convenções da PUC, dona Eva Almeida era uma das mais emocionadas, porque entre tantas histórias, viu consagrada a do filho, que ficou surdo por causa de uma meningite aos 11 meses de idade.

Para reconhecê-lo, bastava seguir com os olhos os intérpretes convocados para a cerimônia daquele dia. Só ele e outro aluno surdo se formaram na mesma data, mas na plateia, amigos e familiares de ambos “batiam palmas” em libras para reverenciar seus esforços de superar as barreiras do mundo dos ouvintes.

O sonho de criança de Marcos era ser matemático, mas a graduação foi em Física. “Não importa. Será a Física que abrirá as oportunidades para mim”, afirma ele. No projeto, lecionar em uma escola bilíngue para alunos surdos e retribuir o apoio recebido durante toda a sua formação.

Entre as apoiadoras da graduação de Marcos, e stá a intérprete e pedagoga Pollyane Rodrigues de Oliveira, que o acompanhou em várias disciplinas. O orgulho do aluno está na superação dos desafios, como o preconceito, mas também da linguagem desenvolvida especialmente para lecionar as disciplinas de Física para ele. “Marcos é um menino sensacional. Quem trabalha nessa área se sente grato pelos sacrifícios realizados quando se depara com um aluno como ele. Eu sempre fiz a minha parte, mas ele também sempre cumpriu a dele. Estou muito feliz com a vitória dele”, afirma a intérprete.

O apoio durante a graduação é um item que une os formandos, as famílias e os educadores. Por isso, nas cerimônias, o clima é festivo e de alegria compartilhada. Para além da admiração pelos graduandos, há também o sentimento de dever cumprido por parte de pais e educadores. Manoel Barbosa Gomes é professor do curso de Ciências Contábeis há quase 30 anos. No último dia 6 de março, teve o prazer de entregar ao filho Cláudio Rodrigo, 36, o diploma do curso de Direito, profissão que ele escolheu seguir. “É gratificante ver o terceiro filho formado pela PUC. O que eu mais queria era vê-lo trabalhando, estudando. Ele já trabalha na área e agora tem o diploma. Me senti maravilhado por entregar e participar deste momento”, afirma Manoel, que dividiu a emoção com a esposa, dona Ísis, que é advogada como o filho. O misto de emoção veio acompanhado da lembrança de todos os alunos já formados e do impacto da formação em suas vidas e de suas famílias.

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Mayara Meirelles, 27, dividiu a cerimônia com Cláudio e viveu o inusitado. A segunda graduação em Engenharia Civil veio acompanhada da emoção de inspirar a primeira filha, Ana Luísa, 2 anos. A gravidez não planejada atrasou em um semestre a colação da estudante, que já era formada em Rede de Computadores, mas não impediu que ela chegasse ao grande dia com sorriso largo e a presença da herdeira para tornar tudo mais emocionante. “Hoje tenho um motivo a mais para me esforçar, quero ser exemplo e inspiração para ela”, garante a recém-formada, que agora vai batalhar por uma vaga em sua nova área de atuação.

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