Profissionais da Enfermagem tem papel importante na assistência pré-natal, durante o parto e nos primeiros cuidados com o recém-nascido

“É um momento ímpar da vida ver uma criança nascer”. É com esta emoção que a enfermeira obstétrica e professora da PUC Goiás, Elisângela Resende Guimarães, fala sobre a experiência como enfermeira obstétrica. Em mais de 16 anos de profissão, ela atuou em diversos partos e hoje se dedica à disciplina sobre obstetrícia no curso de Enfermagem da PUC Goiás.

A profissão regulamentada permite que os profissionais deem assistência ao pré-natal e partos normais de baixo risco e acompanhamento do recém-nascido. A prática leva para dentro da sala de parto um profissional com formação diferenciada e que pode fazer total diferença na assistência a um dos mais importantes momentos na vida da mulher: o nascimento de um filho.

Considerados peça-chave na humanização do parto pela Organização Mundial de Saúde, os enfermeiros obstetras trabalham dentro da rede cegonha. “O enfermeiro é fundamental na organização da rede. Tem papel fundamental na humanização da assistência”, explica a professora, lembrando que a formação da enfermagem nesta área reduz ao máximo as interferências durante o nascimento da criança.

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Na sala de parto, como assistentes ou como responsáveis pelo parto, quando esse ocorre sem dificuldades, os enfermeiros reforçam o papel da mulher como protagonista. “A parturiente é quem comanda. E os enfermeiros estão lá para o apoio físico, emocional, estimulando medidas alternativas de alívio de dor”, afirma Elisângela. Depois, os primeiros cuidados com o recém-nascido, do banho ao curativo, com destaque para amamentação, também têm a participação ativa dos enfermeiros obstetras.

Egressa do curso de Enfermagem e aluna do mestrado em Atenção à Saúde da PUC Goiás, Leiliane Sabino Oliveira é especialista em Enfermagem Obstétrica e, desde o início do ano, atua na Maternidade Dona Íris, uma das principais unidades públicas no atendimento de gestantes em Goiânia. Desde o 7º período do curso de graduação, ela sabia que a Enfermagem Obstétrica era o seu objetivo na formação. “Tenho sentimento de gratidão de participar em um momento tão importante na vida delas. Misto de felicidade por promover aquilo para mulher”, afirma a enfermeira, que a cada plantão tem a chance de ajudar na chegada de um novo ser ao mundo.

O trabalho é em equipe. “Trabalhamos em conjunto, trocando informação, discutindo o clínico da conduta”, explica a mestranda sobre a atuação na sala de parto. A presença do enfermeiro obstetra já é uma obrigação legal para todas as maternidades, mas tanto Elisângela quanto Leiliane sabem que ainda há um caminho para ser percorrido. A autonomia e a valorização são essenciais para estas mulheres que dedicam suas competências e paixões à recepção de novas vidas.

O que os enfermeiros podem fazer na assistência obstétrica

  • Planejamento, organização, coordenação e avaliação dos serviços de assistência de enfermagem na área de obstetrícia
  •  Consulta de enfermagem obstétrica
  •  Prescrição de assistência de enfermagem obstétrica
  • Cuidados diretos de enfermagem a pacientes obstétricas graves, com risco de vida
  • Cuidados de enfermagem de maior complexidade técnica, ligada à área de obstetrícia, e que exijam conhecimentos de base científica e capacidade de tomar decisões imediatas
  •  Assistência de enfermagem à gestante, parturiente, puérpera e recém-nascido
  •  Acompanhamento da evolução e do trabalho de parto
  •  Assistência à parturiente e ao parto normal
  •  Execução do parto sem distócia
  •  Acompanhamento obstétrico da mulher e do recém-nascido, sob seus cuidados, da internação até a alta

 

quem

Clínicas, hospitais e maternidades onde é prestada assistência a gestantes, lactantes e recém-nascidos. Também podem trabalhar nos órgão públicos e planos de saúde, na regulação da assistência pré-natal.

quanto

A média salarial do enfermeiro obstétrico é de R$ 3.500,00, com carga horária de 36 horas semanais. Os valores variam quando o turno do plantão é noturno.

curso

Graduação superior em Enfermagem para assistência à saúde, seguida de dois anos de especialização na área de obstetrícia. Antes de atuar, é preciso ter acompanhado 20 partos e 15 recém-nascidos.